sábado, 24 de abril de 2010

Parágrafo único.

O medo percorre o seu corpo, como aqueles arrepios bobos de montanha russa. Ela está lá, com seu velho livro pressionando-o contra o seu peito, lutando para não parar de respirar, o seu guarda-chuva colorido estava ao seu lado, seus segredos intimamente guardados, selados pelo seu próprio desamor. Ela chorava baixinho, aproveitando que sob aquele escuro céu ninguém a visse, certamente ela pensou que iria correr dali a poucos instantes, mas iria tropeçar (como sempre), não era isso que ela queria, ela queria ser forte, e corajosa mas ela era pequena demais para seus gigantescos monstros pessoais.

Não era simples, era complicado, mas do que complicado, ninguém iria entendê-la, nem mesmo ela! Nem mesmo ela, e isso estava ecoando por todo o instável fim . . .

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